Fancy

Apetece-me escrever, mas honestamente não tenho muito para dizer.

Apetece-me escrever porque me faz sentir bem, sentir que alguém me ouve, quer dizer... lê. Mesmo sabendo que eventualmente só eu leio. Mas é bom conseguir ver-me de outra perspetiva, e é isso que acontece quando escrevo.

Quando escrevo, seja de que forma for — poesia, prosa, uma crónica ou um desabafo caótico — sinto um alívio, e um prazer muito sui generis, reconfortante e apaziguador.

Hoje escrevo com pouco ou nada para escrever, mas com uma vontade enorme de me deixar ir nestes pensamentos.

Hoje não tenho poeta em mim, tenho talvez um Saramago de pontuação no bolso comigo.

Escrever é bom e faz bem à alma.

Todos nós devíamos escrever, não apenas nos dias maus, mas principalmente nos dias bons. Ao escrever nos dias bons, acredito que as ditas “energias positivas” ficam perpetuadas em cada uma das palavras que escrevo.

Eu, infelizmente, não tenho o dom de escrever sobre coisas boas, tenho criatividade negativa — isto é — a minha criatividade alcança o seu expoente máximo quando sinto emoções negativas, como tristeza, angústia, perda ou solidão.

No entanto, quero começar a escrever mais sobre as coisas boas que me acontecem, quero escrever mais sobre a Primavera ou sobre o Verão, e menos sobre o sofrimento.

Quero escrever mais sobre o mar, enquanto Ser que respira história, esperança e acima de tudo coragem.

Quero escrever mais sobre as ligações humanas que se cruzam na minha vida, ou que tropeçam nela mas, nem que seja por uns breves segundos, arrancam-me uma gargalhada.

Quero escrever mais sobre aquele raio de sol que, por entre um minúsculo buraco do guarda-sol, embate exatamente no meio da minha testa, deixando-me desconfortável. Mas se olhar para o cenário... é cómico.

Quero escrever mais sobre bolas de Berlim.

Quero escrever mais sobre cultura, música ou cinema.

Quero escrever sobre o amor, amor das mais diversas formas, mas acima de tudo o verdadeiro.

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Desde a última vez que aqui escrevi, não tenho grandes novidades.

Continuo sem trabalho, à procura, e as entrevistas também não têm corrido muito bem. É tudo à base de construtoras, para posições de Direção de Obra... o que eu odeio... e nada para gestão de projeto. Mas tenho ido às entrevistas ouvir e ver o que é, mas não quero mesmo nada ter que voltar para direção de obra. Já fiz de engenheiro de contentor e capacete e odiei, não tenho perfil nenhum para aquilo.

Eu preciso muito de estar numa função onde a minha criatividade se sinta livre e seja estimulada.

A Bia tem sido impecável comigo, para não dizer, demasiado impecável comigo. Tem-me ajudado imenso a meter cunhas na área farmacêutica, a treinar-me para ir a entrevistas e, na verdade, tem mesmo sido um bom apoio.

De resto, estou a desenvolver dois projetos, um pessoal e outro com o meu primo.

O do meu primo chama-se Palco Democrático, e é uma plataforma alternativa às sondagens convencionais. A ideia é boa, o projeto é bom e é uma boa oportunidade para eu desenvolver outras competências e fazer “currículo”. Neste projeto, estou a ajudá-lo a otimizar funções, processos e acima de tudo na colocação estratégica do produto no mercado e no marketing digital. Resumindo, sou o CMO — Chief Marketing Officer. Um nome pomposo porque sou fancy.

O meu projeto individual é uma aplicação para controlo de subscrições. Ainda está em desenvolvimento, já tenho o site quase todo feito e agora tenho que o afinar. Mas isto vai ser uma ferramenta para mim e para os meus amigos, quero ser útil e aprender novas competências. Está a ser mesmo motivador fazer parte destes desafios. SubCut é o nome da app ao dia de hoje, é o meu projeto.

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Como vês, Sebastião, o castelo de cartas caiu, só o Ás restou... E o Ás és tu.

Vais dar a volta e nunca te esqueças: depois de uma descida vem uma subida e nós... nós só temos que acreditar que daqui a um ano vais voltar a ler estes textos, poemas ou crónicas e ficar orgulhoso do que eras, do que és e do que serás!

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