Quando a mentira conhece a Verdade
Quando a mentira conhece a Verdade
Mentira,
mentira que és,
Tão preciosa, tão sagrada
Consegues ser tão pequena, tão malvada;
És a mais falsa de todas as virtudes,
A mais apetecível das verdades.
...
Perdido estava,
Na chuva da vida,
Sozinho me encontrava,
Não sabia o que fazer,
Só queria desaparecer;
Cabeça erguida, levava
Contra tudo, contra todos
Lutava.
No quarteirão vinte um
Chamou-me...
Agarrou-me...
Perguntou-me...
Aliciou-me...;
Disse ser minha amiga,
Deu-me casa,
Deu-me comida,
Deu-me cama.
O tempo passou,
Com ela passei a viver.
Era querida, simpática,
Acima de tudo era prática
Foi uma questão de tempo,
O Namoro começou;
Nunca me falhou,
Nunca me largou,
Nunca me deixou...
Que mais podia querer?
...
Encontrei uma velha amiga...
Não sei o que se passou:
Foi rápido,
Foi estranho,
Foi intenso,
Foi forte.
Era a Verdade.
...
Cheguei a casa,
A porta estava trancada,
Tinha as minhas coisas à porta,
Entre elas o guarda-chuva.
É inverno,
Chove,
Está frio,
Sem cama,
Estou sozinho...
Caminho, cabisbaixo...
- E agora, onde estás?
Preciso de ti,
Não me agarras?
Não me chamas?
Abandonas–me,
Não me dizes nada?
...
No final da noite,
A verdade encontrou-me
Abraçou-me,
Apertou-me,
Nunca mais me largou,
Disse-me:
- A mentira,
abandonou-te,
a mentira,
desgraçou-te.
É ciumenta,
Não podes ter às duas.
:::
És a mais falsa de todas as virtudes,
A mais apetecível das verdades.
Sebastião. 16/06/2018
Mentira,
mentira que és,
Tão preciosa, tão sagrada
Consegues ser tão pequena, tão malvada;
És a mais falsa de todas as virtudes,
A mais apetecível das verdades.
...
Perdido estava,
Na chuva da vida,
Sozinho me encontrava,
Não sabia o que fazer,
Só queria desaparecer;
Cabeça erguida, levava
Contra tudo, contra todos
Lutava.
No quarteirão vinte um
Chamou-me...
Agarrou-me...
Perguntou-me...
Aliciou-me...;
Disse ser minha amiga,
Deu-me casa,
Deu-me comida,
Deu-me cama.
O tempo passou,
Com ela passei a viver.
Era querida, simpática,
Acima de tudo era prática
Foi uma questão de tempo,
O Namoro começou;
Nunca me falhou,
Nunca me largou,
Nunca me deixou...
Que mais podia querer?
...
Encontrei uma velha amiga...
Não sei o que se passou:
Foi rápido,
Foi estranho,
Foi intenso,
Foi forte.
Era a Verdade.
...
Cheguei a casa,
A porta estava trancada,
Tinha as minhas coisas à porta,
Entre elas o guarda-chuva.
É inverno,
Chove,
Está frio,
Sem cama,
Estou sozinho...
Caminho, cabisbaixo...
- E agora, onde estás?
Preciso de ti,
Não me agarras?
Não me chamas?
Abandonas–me,
Não me dizes nada?
...
No final da noite,
A verdade encontrou-me
Abraçou-me,
Apertou-me,
Nunca mais me largou,
Disse-me:
- A mentira,
abandonou-te,
a mentira,
desgraçou-te.
É ciumenta,
Não podes ter às duas.
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És a mais falsa de todas as virtudes,
A mais apetecível das verdades.
Sebastião. 16/06/2018
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