Tomei uma decisão importante

 Tomei uma decisão importante

Como já disse anteriormente, este ano de 2026 não começou (de todo) com o pé direito. Tem sido muito desafiante em termos emocionais, relacionais, profissionais, temperamentais e até em termos de meteorologia — bolas, chove há 5 semanas consecutivas!

Todos esses desafios têm-me consumido internamente de variadas formas, sendo que já passei por fases de perda total de apetite, fases de gula extrema, fases de irritação sensível, carência, necessidade de um abraço… já passei por tudo isso. Mas não quero continuar a passar por isto. Estou farto.

Vou começar a arrumar a casa.

E por onde é que posso começar a arrumar a casa? Focando-me em mim, nas minhas necessidades e no trabalho.

Ora, se eu já sou uma pessoa que, por si só, dá muito valor ao seu “me time” — tal como acontece neste preciso momento — e a momentos de desporto, continuando a nadar e a correr 2 a 4 vezes por semana (nas últimas duas semanas tenho ido 3 vezes à natação porque está impossível correr), e tentando estimular novos interesses… então vou tentar arrumar a “pasta” do trabalho.

O trabalho: está péssimo. A empresa está completamente desgovernada, tudo em modo “salve-se quem puder”. Passámos de um escritório bastante bom, com garagem, copa e boas instalações, para um “cowork” na Borges Carneiro, na Lapa, onde o parquímetro para o dia todo custa uns 11 euros. Obviamente que, nas últimas duas semanas, só fui duas vezes ao escritório à tarde — recuso-me a pagar para ir trabalhar numa empresa neste estado e ficar lá a olhar para o teto.

Então, como esta situação está uma valente “merda”, comecei a procura intensiva de trabalho. Inicialmente, comecei por procurar empresas na minha área de formação, como promotores imobiliários ou empresas de gestão de projeto de imobiliário.

A vantagem de estar a passar por uma fase bastante negativa é que começamos a olhar para as coisas de uma forma mais introspectiva e a questionar mais as nossas ações, decisões de vida e vontades. E isto levou-me a perceber que…

Esta reflexão fez-me perceber que sou um frustrado nesta área profissional. Sinto-me frustrado por isto ser uma área conservadora, arcaica, ultra-burocrática e hierárquica, onde é muito difícil conseguir fazer uma mudança.

Sendo eu uma pessoa altamente criativa, apaixonada pela imaginação, com sonhos para além do utópico, ambiciosa e que se farta facilmente com burocracia sistemática, mas que gosta de imaginar projetos, gerir pessoas — acho que sou muito bom a lidar com pessoas — e definir conceitos, cheguei à conclusão de que, se calhar, devia era experimentar uma área que não a da Engenharia Civil. Para além de todos estes defeitos, não acho que pague o valor real do trabalho.

Assim, a decisão importante que tomei foi começar a procurar trabalho noutras áreas, preferencialmente as que me permitem explorar as minhas “soft skills” intrínsecas, aliadas, obviamente, às ferramentas que adquiri ao longo dos últimos 4 anos de trabalho, assim como à minha formação académica.

Posto isto, comecei a procurar emprego em várias indústrias, como a indústria farmacêutica, FinTech e/ou bancária. Vai ser um processo longo e frustrante, mas acredito que vá lá chegar. E espero, genuinamente, que daqui a um ano, quando voltar a ler esta pequena página do meu “diário”, esteja orgulhoso do meu trajeto.

Para conseguir concretizar esta mudança, comecei a procurar cursos online para ir fazendo durante a semana, sempre que possível. Escolhi três áreas que tenho algum interesse ou que considero importante ter conhecimentos: Marketing, PowerBI e Project Management (formação especializada).

Hoje comprei o curso de PowerBI e comecei a fazer um de Marketing — já fiz o primeiro módulo e estou a gostar! Espero ter força de vontade e empenho para levar isto até ao fim. Fazer esta caminhada sozinho é difícil, mas vai ter de ser feita.

Às vezes sou demasiado exigente comigo, mas não sei ser de outra forma, por isso estou a pôr a exigência alta em mim nisto.

Acho que, quando resolver a minha situação profissional, vou sentir-me um pouco mais realizado, um pouco mais apaixonado pela vida.

Acredito que, quando este processo acabar, estarei mais maduro e mais resolvido e… espero que, eventualmente, as outras variáveis da minha vida, as quais não consigo controlar (pelo menos tão bem), estejam melhores como “por magia”, ou que eu esteja com melhor capacidade emocional para as resolver.

Então, eu de 2027, espero que olhes para mim de 12 de fevereiro de 2026 e estejas orgulhoso de ti. Que sintas que fazes sempre o melhor por ti e pelos outros, sem nunca prescindires dos teus valores, ambições e, acima de tudo, do amor. Hás de lá chegar!

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